Tapada de Coelheiros Vinha da Sobreira

Junto a uma mata de sobreiros, a Vinha da Sobreira ocupa uma parcela muito própria da Tapada. É daqui que nasce um dos vinhos que melhor revelam a diversidade de Coelheiros.

CASTA Syrah
VINHA da Sobreira
PONTUAÇÕES Robert Parker – 92 pts | Tim Atkin – 93 pts
PRODUÇÃO 1.142 Garrafas & 50 Magnum

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Descrição

Descrição da Vinha

A Vinha da Sobreira, uma encosta entre as cotas de 280 e 290 m, foi plantada em 2001 com a casta Syrah, proveniente de seleção massal. Esta vinha de sequeiro, beneficia de uma exposição noroeste e da proximidade a uma pequena mata de sobreiros que promove biodiversidade. O solo, predominantemente argilo-arenoso, tem alguns elementos grosseiro de quartzo e granito, com um teor de matéria orgânica de baixo. A condução da vinha é feita por cordão bilateral. Em 2017 convertemos para agricultura biológica, evoluindo para a biodinâmica em 2020, refletindo um compromisso com a sustentabilidade e a promoção da regeneração do solo.

Vinificação

As uvas foram colhidas à mão em caixas de 25kg e transportadas para a adega, onde passaram por um processo de desengace e esmagamento parcial, antes de serem transferidas para tanques de inox. Realizou-se uma maceração pré-fermentativa a uma temperatura de 10ºC durante cerca de três dias, após o qual permitimos o aumento gradual da temperatura e o início da fermentação alcoólica pelas leveduras indígenas. A fermentação foi gerida, mantendo a temperatura entre 23 e 25°C e realizando remontagens diárias conforme necessário. Após a conclusão da fermentação alcoólica, promoveu-se a maceração pós-fermentativa por cerca de 5 dias para estimular o início natural da fermentação malolática que se completou em inox.

Posteriormente, o vinho foi trasfegado para um tonel de 18 hl onde envelheceu durante 18 meses, seguido de um estágio em garrafa também de 18 meses.

Aroma e paladar

Cor rubi profunda com reflexos granada. No nariz destacam-se notas intensas de fruta preta madura, como amora e ameixa, envolvidas por nuances de pimenta preta e especiarias doces.

Na boca mostra-se amplo e estruturado, com taninos firmes mas polidos, a sustentarem a generosidade da fruta. A acidez bem integrada assegura frescura e equilíbrio, apesar da concentração do ano. O final é persistente, marcado pela fruta e pelas especiarias, sugerindo uma boa capacidade de envelhecimento.